Da Fonética à Fonologia: conquistas teóricas e metodológicas (2022)

Resumo

Neste texto, apresentamos uma resenha da conferência Fonologia: conquistas e desafios proferida pela Professora Doutora Thaïs Cristófaro Silva (FALE-UFMG) e moderada pelo Professor Doutor José Sueli Magalhães (UFMG) no dia 16 de julho de 2020, integrando a programação do evento Abralin Ao Vivo – Linguists Online. Cristófaro-Silva explana acerca das conquistas, dos avanços e dos desafios dos últimos anos na Fonologia. A conferencista i) apresenta um panorama das contribuições metodológicas e teóricas da Fonética aos estudos de Fonologia, considerando as peculiaridades referentes aos respectivos campos de estudo; ii) considera fenômenos fonológicos emergentes no Português Brasileiro, a exemplo da nasalização e da palatalização; e iii) descreve as principais conquistas da Fonologia no Brasil, chamando atenção para a diversidade plurilinguística existente no país e o compromisso social dos cidadãos em conhecer esta realidade.

Texto

Uma das capacidades inatas ao ser humano é a capacidade da evolução. O homem é, por natureza, criativo e inovador. Inovamos e evoluímos sempre. Esses avanços trazem ganhos para toda humanidade e para diversas áreas do conhecimento científico. Sendo ciência, a Linguística também evoluiu muito, desde os neogramáticos aos estudos experimentais de processamento linguístico, com a disposição de novas teorias e metodologias.

(Video) "Da Fonética e da Fonologia para a Alfabetização e a Linguística Histórica"

As conquistas e os avanços dos últimos anos na Fonologia, explanadas pela Professora Doutora Thaïs Cristófaro Silva (FALE-UFMG)[1] no evento Abralin ao Vivo – Linguists Online, são discutidas neste texto. A conferência Fonologia: conquistas e desafios, ocorrida no dia 16 de julho de 2020, foi mediada pelo Professor Doutor José Sueli Magalhães (UFMG).

Thaïs Cristófaro Silva é professora voluntária do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Minas Gerais.É uma exímia profissional e referência nos estudos de Fonética e Fonologia do Português Brasileiro (PB). Além disso, possui uma vasta publicação de artigos e livros, dentre os quais citamos: Fonética e Fonologia do Português - Roteiro de Estudos e Guia de Exercícios (1999[2]); Exercícios de Fonética e Fonologia (2003[3]); e, mais recente, Fonética Acústica: os sons do português brasileiro (2019[4]), os quais compõem a bibliografia de muitos cursos de Letras em todo o Brasil.

Na contextualização de sua fala, Cristófaro-Silva salienta a importância dos avanços da Fonética e a incorporação de outros aspectos que, geralmente, ficavam à margem dos estudos dos sons, a exemplo da relação entre Linguagem e Cérebro, numa perspectiva cognitivista. Esta progressão científica contribuiu diretamente para as reflexões da Fonologia enquanto área de conhecimento.

A autora exemplifica estes ganhos com o livro Articulatory phonetics (2013[5]), de Bryan Gick, Ian Wilson e Donald Derrick, que traz reflexões sobre articulação dos sons e produção da fala por um viés anatômico, começando pelo cérebro, seguindo pelo sistema nervoso periférico e só então terminando com o movimento muscular. Este diálogo, para além de descrições puramente articulatórias, faz com que a ciência linguística progrida e fornece uma compreensão mais ampla do funcionamento da língua; não apenas sobre anatomia, mas sobre física e muitas coisas que ampliam esta área do conhecimento.

Cristófaro-Silva argumenta que a evolução da Fonética fez com que os foneticistas repensassem suas práticas, com a nova proposta de incorporar análise acústica e metodologias experimentais. Para autora, um desses avanços foi a criação do PRAAT, software gratuito que possibilita a análise acústica de dados de fala (BOERSMA; WEENINK, 2017[6]), além de sintetizar e manipular desde os segmentos até a melodia dos sons da fala, criando figuras de alta qualidade como espectrogramas, oscilogramas, curvas de pitch e intensidade (FONSECA, 2009[7]).

(Video) Fonologia

Se, com base nas experiências da própria pesquisadora, só era possível rodar um espectrograma da fala da noite para o dia, hoje, dispomos de novas tecnologias e até mesmo de novas metodologias que automatizaram o processo. Houve outros avanços, além do PRAAT, nas análises como o uso de vídeo na captura da fala (FREITAG et al., 2020[8]); analise ultrassonográfica, usada para avaliar imagens dos órgãos internos durante a produção da fala (GICK, 2002[10]; VASSOLER; BERTI, 2015[9]); análise com uso do magnetômetro (EMA- electromagnetic articulography), que utiliza dispositivos de campo magnético alternativo para aquisição de dados articulatórios (BAKEN; ORLIKOFF, 2000[12]; MEIRELES, 2017[11]); uso de Eletropalatografia, que fornece informações do contato da língua com o palato em tempo real (JESUS, 2012[13]); estudo com Eletroglotografia, utilizado para investigação das funções vibratórias das pregas vocais (MOURÃO; BASSI; GAMA, 2011[14]); dentre outras perspectivas metodológicas.

Percebe-se, então, a evolução na Fonética em direção à Fonética Experimental. Para Cristófaro-Silva, esse direcionamento, por consequência, impactou na compreensão da Fonologia. À medida que são aplicadas novas metodologias também são feitas novas perguntas.

Outro avanço mencionado pela autora diz respeito à elaboração de um aparato simbólico capaz de representar e transcrever características da produção dos sons de línguas naturais, como é o caso do Alfabeto Fonético Internacional (International Phonetic Alphabet – IPA), elaborado pela Associação Internacional de Fonética, baseado no Alfabeto Latino. Apesar de sua importância, segundo Cristófaro-Silva, as representações do IPA são violáveis por, geralmente, serem confundidas com representações do sistema de escrita e representações fonológicas. Essa confusão é compreensível, uma vez as evidências mostram que as pessoas armazenam material linguístico com um código auditivo e motor-sensorial rico e detalhado que tende a ser único para cada falante (PAUL, 2011[15]).

Para apresentar as diferenças das representações em cada um dos sistemas, Cristófaro-Silva sistematizou o quadro abaixo:

Table 1.

Representações dos sistemas

FONÉTICA FONOLOGIA ESCRITA
Nível dos fones Nível dos fonemas Nível das letras
Nível concreto/físico Nível abstrato Nível ortográfico
Processamento motor Processamento cognitivo Processo de Escrita
Pronunciável Não-pronunciável Leitura
Desempenho Competência Escrita
Gradiente Discreto Convencional
[....] colchetes /.../ barras transversais Letras
FONOLOGIA (2020 [1] )
(Video) Mikaela Roberto fala sobre fonética e fonologia no ensino

Mas, apesar dessa consolidação e dos avanços simbólicos do IPA, as normas de transcrição não têm chegado efetivamente à sala aula por meio dos livros didáticos. Cristófaro-Silva discorre acerca de uma pesquisa realizada em 8 livros didáticos nos quais encontrou padrões distintos para as representações fonéticas e fonológicas, a saber: 1) dados apresentados SEM [colchetes] ou /barras transversais/; 2) dados somente com as /barras transversais/ indicadas; 3) representações fonéticas apresentadas entre /barras transversais/, no caso de dicionários; 4) lista-se as formas ortográficas e indica-se fonologicamente o(s) símbolo(s) correspondente(s); 5) combina-se ortografia e representação fonética.

Os níveis de descrição e representações já consolidados são importantes e não são usados nos livros didáticos. Isso acontece, de acordo com autora, porque existe uma simbiose entre a Fonética e a Fonologia, um problema não resolvido e que requer muita atenção pela confusão que pode ser gerada. Para tanto, Cristófaro-Silva sugere a leitura de Sounds, brain, and evolution: or ,why phonology is plural (2007[16]), de April Mcmahon, segundo o qual o problema na distinção entre os dois domínios similares é parte da nossa confusão representacional. Enquanto a Fonética trabalha com empírico e simbólico, a Fonologia trabalha com o abstrato (MCMAHON, 2007[16]).

A autora continua sua fala explanando acerca da evolução teórica e de terminologias aplicadas à Fonologia. Temos, como exemplos: Representação Fonológica; Representação Fonêmica; Representação Subjacente, do Gerativismo; Representação Lexical; Representação Mental, dos Modelos de Uso (BYBEE, 2001[17]) e da Teoria da Otimalidade (PRINCE; SMOLENSKY; 1993[18]); Representação Gestual; Input; e Exemplares, do Modelo de Exemplares (JOHNSON, 1997[19]; PIERREHUMBERT, 2001[20]).

(Video) Aula 15 - Curso Fonética e Fonologia

Essas mudanças teóricas e terminológicas são importantes para concebermos e percebermos o quanto a área evoluiu. Como exemplo, a autora recorre a uma comparação entre a proposta tradicional da Fonologia e o Modelo de Exemplares, apresentado no quadro 2.

Table 2.

Comparação entre proposta Fonológica tradicional e o Modelo de Exemplares

FONOLOGIA TRADICONAL MODELO DE EXEMPLARES
Representação mental minimalista Representação mental detalhada
Separação entre fonética e fonologia Inter-relação entre fonética e fonologia
Visão de fonologia como uma gramática formal, com a utilização de abstração Efeitos de frequência armazenados na memória de longa duração
Julgamento fonotático categórico Efeitos de gradientes nos julgamentos fonotáticos
Léxico separado de gramática fonológica Palavras como lócus da categorização
Fonte: Oliveira-Guimarães (2004, p. 40 [21] ).

Em se tratando da Gramática e da Língua enquanto um sistema complexo, uma representação única, proposta pela Fonologia Tradicional, cria uma série de problemas para lidar com a dinamicidade que é inerente ao próprio sistema. Por isso, faz-se necessário pensar em formas alternativas, como a Fonologia Experimental ou Fonologia de Laboratório, uma abordagem proposta incialmente por Pierrehumbert, Beckman e Ladd (2000[22]), que “buscou fortalecer as bases cientificas da fonologia, por meio da utilização de dados empíricos, do aprimoramento metodológico, da modelagem explicita e da acumulação de resultados” (CANTONI, 2013, p. 85[23]).

(Video) Fonética e Fonologia de L2: Instrução e treinamento (Mesa-Redonda)

Para evidenciar os avanços metodológicos, a autora traz à baila um panorama de fenômenos fonológicos do Português Brasileiro (PB) e cita o processo da nasalização, quando uma vogal é seguida de uma consoante nasal (CÂMARA JR., 2009[1970][24]). A autora argumenta que no PB a nasalização em finais de sílabas e palavras é um fenômeno emergente, como nos casos vamos > [vʌm], Dona Maria > [donmaɾiə] e cano torto > [kʌntohtʊ]. De tal forma, Cristófaro-Silva discorre acerca do fenômeno da palatalização de /t/ e /d/ diante da semivogal /y/ e/ou seguidas da vogal alta /i/, vogal média /e/ átona em posição elevada [i], que podem acontecer em realizações como [‘ti.ɾʊ] e [‘tʃi.ɾʊ]. Em ambos os fenômenos, a análise acústica, por exemplo, pode demonstrar a diferença espectrográfica entre o sinal da fala e a sua variabilidade quando observadas as características físicas de diferentes falantes.

Por fim, a autora descreve as principais conquistas da Fonologia no Brasil e chama a atenção para a diversidade linguística existente no Brasil, com ênfase para as línguas minoritárias e descrição dos sistemas sonoros de línguas indígenas. Além disso, a conferencista destaca a qualificação profissional advinda da abertura de diversos programas de Pós-Graduação em Linguística, Laboratórios, Grupos de Pesquisas e eventos em Fonética e Fonologia em inúmeros estados brasileiros.

Apesar de todo esse avanço teórico e metodológico na Fonologia, precisamos continuar evoluindo e dar mais um passo. Dispomos de amadurecimento científico e tecnológico para pensarmos novas propostas metodológicas e novas perguntas às nossas pesquisas e descrições linguísticas. Um desses avanços, para Cristófaro-Silva, seria formalizar uma proposta de integração com as ciências cognitivas, como em outros países, o que pode aprofundar a nossa compreensão sobre a produção da linguagem humana. Avancemos, pois!

Referências

  1. FONOLOGIA: conquistas e desafios. Conferência apresentada por Thaïs Cristófaro Silva [s.l., s.n.], 2020. 1 vídeo (1h 47 min 45s). Publicado pelo canal da Associação Brasileira de Linguística https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=4V6soidUjOw.2020.
  2. Clinical measurement of speech and voice Baken R. J, Orlikoff L. F. Cengage Learning; 2000.
  3. Boersma P, Weenink D. Praat: Doing phonetics by computer .2017. CrossRef
  4. Phonology and Language Use Bybee J. Cambridge: Cambridge University Press; 2001.
  5. Estrutura da língua portuguesa Câmara Jr. J. M. Petrópolis: Vozes; 2009.
  6. O acento no português brasileiro: uma abordagem experimental Cantoni M. M. Tese (Doutorado em Linguística Teórica e Descritiva), Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.
  7. Fonética Acústica: os sons do português brasileiro Cristófaro-Silva T, et al . São Paulo: Contexto; 2019.
  8. Exercícios de Fonética e Fonologia Cristófaro-Silva T. São Paulo: Contexto; 2003.
  9. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudos e guia de exercícios Cristófaro-Silva T. São Paulo: Contexto; 2015.
  10. Análise do Tutorial do programa de análises acústicas Praat Fonseca A. A. Revista Texto Livre: linguagem e tecnologia.2019;1(2). CrossRef
  11. Estudo piloto da relação entre o julgamento de traços linguísticos e expressões faciais Freitag Raquel, Tejada Julian, De Vasconcelos Brito Ícaro, Pinheiro Bruno, Santos Silva Lucas, Cardoso Paloma, Andrade Souza Victor Renê. Cadernos de Linguística.2020;1(2). CrossRef
  12. The use of ultrasound for linguistic phonetic fieldwork Gick Bryan. Journal of the International Phonetic Association.2002;32(2). CrossRef
  13. Articulatory phonetics Gick B, Wilson I, Darrick D. Wiley-Blackwell: 2013 .
  14. Estudos eletropalatográficos na fala normal e alterada decorrente da fissura labiopalatina Jesus M. S. V. Tese (Doutorado em Linguística Teórica e Descritiva), Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, 2012.
  15. Speech perception without speaker normalization Jhonson K. In: Jhonson K, Mullennix J. W, eds. Talker variability in speech processing. Morgan Kaufmann Publishers Inc.; 1997 .
  16. Sounds, brain, and evolution: or, why phonology is plural McMahon A. In: Pennington M, ed. Phonology in context. London: Palgrave Macmillan; 2007 .
  17. O uso do magnetômetro (EMA) na análise de dados articulatórios da prosódia da fala Meireles A. R. In: Freitag R. M. K, Lucente L, eds. Prosódia da fala: pesquisa e ensino. São Paulo: Blucher; 2017 .
  18. Avaliação eletroglotográfica de mulheres disfônicas com lesão de massa Mourão Aline Mansueto, Bassi Iara Barreto, Gama Ana Cristina Côrtes. Revista CEFAC.2011;13(6). CrossRef
  19. Variação nas seqüências de (sibilante +africada alveopalatal) no português de Belo Horizonte Oliveira-Guimarães D. M. L. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Faculdade de Letras, UFMG, Belo Horizonte, 2004.
  20. Exemplar dynamics: Word frequency, lenition and contrast Pierrehumbert J. In: Bybee J, Hopper P, eds. Frequency effects and the emergence of linguistic structure. Amsterdam: John Benjamins; 2001 .
  21. Conceptual foundations of phonology as a laboratory science Pierrehumbert J, Beckman M, Ladd R. In: Burton-Roberts N, Carr P, Docherty G, eds. Phonological Knowledge: conceptual and empirical issues. Oxford: Oxford University Press; 2000 .
  22. Phones and phonemes are conceptual blends, not cognitive letters Port R. 2011.
  23. Optimality Theory - Constraint Interaction in Generative Grammar Prince A, Smolensky P. RuCCs Technical report 2.1993.
  24. Análise ultrassonográfica quantitativa da produção de encontros consonantais realizadas por crianças típicas e atípicas Vassoler A. M. O, Berti L. C. Anais do XXIII Congresso Brasileiro e IX Congresso Internacional de Fonoaudiologia.2015.

A conferencista i) apresenta um panorama das contribuições metodológicas e teóricas da Fonética aos estudos de Fonologia, considerando as peculiaridades referentes aos respectivos campos de estudo; ii) considera fenômenos fonológicos emergentes no Português Brasileiro, a exemplo da nasalização e da palatalização; e iii) descreve as principais conquistas da Fonologia no Brasil, chamando atenção para a diversidade plurilinguística existente no país e o compromisso social dos cidadãos em conhecer esta realidade.. Besides, she has published numerous articles and books, among which we cite: Phonetics and Phonology of Portuguese ´Study guide and exercises (Fonética e Fonologia do Português - Roteiro de Estudos e Guia de Exercícios ) (1999); Exercícios de Fonética e Fonologia ( Phonetic and Phonology exercises ) (2003); and most recently, Acoustic Phonetics: the sounds of Brazilian Portuguese ( Fonética Acústica: os sons do português brasileiro) (2019), which compose the bibliography of many letters courses across Brazil.. PHONETICS PHONOLOGY WRITING Level of the phones Level of the phonemes Level of the letters Level concrete/physical Abstract level Orthographic level Motor processing Cognitive Processing Writing process Pronounceable Unpronounceable Reading Performance Competence Writing Gradient Discrete Conventional [....] brackets /.../ transversal bars Letters Table 1.Representation of the systemsSource: FONOLOGIA (2020)However, in spite of this consolidation and the symbolic advances of IPA, the transcription norms have not effectively reached classrooms through didactic books.. Cirstófaro-Silva discusses a research made with 8 didactic books in which she found distinct patterns for the phonetic and phonological representations: 1) data presented WITHOUT [brackets] or /transversal bars/; 2) data only with /transversal bars/ indicated; 3) phonetic representations presented between /transversal bars/, in the case of dictionaries; 4) the orthographic forms are listed and the corresponding symbol(s) are phonologically indicated; 5) combines orthography and phonetic representation.. We have, as examples: Phonological Representation; Phonemic Representation; Underlying Representation, of the Generativism; Lexical Representation; Mental Representation, of Usage Models (BYBEE, 2001) and of Optimality Theory (PRINCE; SMOLENSKY, 1993); Gesture Representation; Input; and Exemplars, of the Exemplar Model (JOHNSON, 1997; PIERREHUMBERT, 2001).. TRADITIONAL PHONOLOGY EXEMPLAR MODEL Minimalist mental representation Detailed mental representation Separation between Phonetics and Phonology Inter-relation between Phonetics and Phonology A view of Phonology as a grammatical form, with the use of abstraction Frequency effects stored in long-term memory Categorical phonotactic judgment Gradient effects in phonotactic judgments Lexicon separated from the phonological grammar Words as locus of the categorization Table 2.Comparison between the traditional Phonological proposal and the Exemplar ModelSource: Oliveira-Guimarães (2004, p. 40).Treating Grammar and Language as a complex system, a single representation, proposed by Traditional Phonology, raises a series of problems to deal with the dynamicity which is inherent to the system itself.. Therefore, it is necessary to think about alternative forms, as Experimental Phonology or Laboratory Phonology, an approach initially proposed by Pierrehumbert, Beckman and Ladd (2000), which “sought to strengthen the scientific bases of Phonology through the use of empiric data, methodological improvement, explicit modeling, and accumulation of results” (CANTONI, 2013, p. 85).

A conferencista i) apresenta um panorama das contribuições metodológicas e teóricas da Fonética aos estudos de Fonologia, considerando as peculiaridades referentes aos respectivos campos de estudo; ii) considera fenômenos fonológicos emergentes no Português Brasileiro, a exemplo da nasalização e da palatalização; e iii) descreve as principais conquistas da Fonologia no Brasil, chamando atenção para a diversidade plurilinguística existente no país e o compromisso social dos cidadãos em conhecer esta realidade.. Além disso, possui uma vasta publicação de artigos e livros, dentre os quais citamos: Fonética e Fonologia do Português - Roteiro de Estudos e Guia de Exercícios (1999); Exercícios de Fonética e Fonologia (2003); e, mais recente, Fonética Acústica: os sons do português brasileiro (2019), os quais compõem a bibliografia de muitos cursos de Letras em todo o Brasil.. Para autora, um desses avanços foi a criação do PRAAT, software gratuito que possibilita a análise acústica de dados de fala (BOERSMA; WEENINK, 2017), além de sintetizar e manipular desde os segmentos até a melodia dos sons da fala, criando figuras de alta qualidade como espectrogramas, oscilogramas, curvas de pitch e intensidade (FONSECA, 2009).. Houve outros avanços, além do PRAAT, nas análises como o uso de vídeo na captura da fala (FREITAG et al., 2020); analise ultrassonográfica, usada para avaliar imagens dos órgãos internos durante a produção da fala (GICK, 2002; VASSOLER; BERTI, 2015); análise com uso do magnetômetro (EMA- electromagnetic articulography), que utiliza dispositivos de campo magnético alternativo para aquisição de dados articulatórios (BAKEN; ORLIKOFF, 2000; MEIRELES, 2017); uso de Eletropalatografia, que fornece informações do contato da língua com o palato em tempo real (JESUS, 2012); estudo com Eletroglotografia, utilizado para investigação das funções vibratórias das pregas vocais (MOURÃO; BASSI; GAMA, 2011); dentre outras perspectivas metodológicas.. Outro avanço mencionado pela autora diz respeito à elaboração de um aparato simbólico capaz de representar e transcrever características da produção dos sons de línguas naturais, como é o caso do Alfabeto Fonético Internacional (International Phonetic Alphabet – IPA), elaborado pela Associação Internacional de Fonética, baseado no Alfabeto Latino.. FONOLOGIA TRADICONAL MODELO DE EXEMPLARES Representação mental minimalista Representação mental detalhada Separação entre fonética e fonologia Inter-relação entre fonética e fonologia Visão de fonologia como uma gramática formal, com a utilização de abstração Efeitos de frequência armazenados na memória de longa duração Julgamento fonotático categórico Efeitos de gradientes nos julgamentos fonotáticos Léxico separado de gramática fonológica Palavras como lócus da categorização Table 2.Comparação entre proposta Fonológica tradicional e o Modelo de ExemplaresFonte: Oliveira-Guimarães (2004, p. 40).Em se tratando da Gramática e da Língua enquanto um sistema complexo, uma representação única, proposta pela Fonologia Tradicional, cria uma série de problemas para lidar com a dinamicidade que é inerente ao próprio sistema.. Por isso, faz-se necessário pensar em formas alternativas, como a Fonologia Experimental ou Fonologia de Laboratório, uma abordagem proposta incialmente por Pierrehumbert, Beckman e Ladd (2000), que “buscou fortalecer as bases cientificas da fonologia, por meio da utilização de dados empíricos, do aprimoramento metodológico, da modelagem explicita e da acumulação de resultados” (CANTONI, 2013, p. 85).

Vogt assinala que, ao se falar em cultura científica, revela-se um campo semântico polissêmico em que se pode fazer alusão à "cultura da ciência", que abriga tanto a concepção de "cultura gerada pela ciência", quanto a "cultura própria da ciência"; já a "cultura pela ciência" apresentaria as seguintes possibilidades: "cultura por meio da ciência" e a "cultura a favor da ciência".. A metodologia de projetos de trabalho.. Não era para ela".. História escrita por quem?. Dentre os principais desafios ao ensino de Ciências, Aguiar Jr. aponta três problemas como pilares na análise da mudança conceitual no ensino da disciplina: "as relações entre conhecimento comum e conhecimento científico"; "os processos e instrumentos utilizados pelo sujeito na construção do conhecimento causal"; e "a mediação entre o sujeito e o objeto do conhecimento".. Um dos que podem ser usados para encontrar textos científicos é o Google Acadêmico, em que se pode buscar por tema ou por autor, por exemplo.. ; 2) a imagem em movimento como linguagem; 3) a imagem em movimento como fonte para a investigação em diferentes áreas; 4) a imagem em movimento como discurso sobre o próprio homem; 5) a produção da imagem em movimento como meio de expressão; o processo de construção das imagens cinematográficas e audiovisuais.. Imagem, p. 14.. É certo que os blogs são um tipo de site.

A resposta da pergunta dois responde também a esta pergunta, sendo que apenas acrescento que a contribuição aos estudos sobre os indivíduos bilíngues reside no fato de que os problemas mais amplamente compartilhados pela comunidade científica internacional que se dedica ao estudo do bilinguismo são a questão dos mecanismos de controle linguístico dos bilíngues (ou seja, em que bases e dentro de quais limites esses falantes conseguem selecionar e manter-se usando uma de suas línguas, majoritariamente), e a explicação sobre a variabilidade dos comportamentos linguísticos dos bilíngues, o que engloba desde a proficiência alcançada na L2 até a perda de fluência perene ou ocasional na L1.. Esse estudioso certamente poderá encontrar na compilação e análise de corpora de dados do uso linguístico, e em vários tipos de tarefas de eliciação e compilação de verbalizações ou redação de enunciados, o tipo de informação e observação empírica que interessa para as respostas a suas perguntas de pesquisa e a verificação das hipóteses que lhe são relevantes.. Uma hipótese que me parece bastante interessante e promissora como explicação sobre como fator idade entraria nessa história tem relação com a noção de que a própria detecção de pistas ou marcar/traços relevantes em uma dada língua é um comportamento cognitivo aprendido na experiência de processamento de uma língua, e consolidado com os anos de prática, ou seja, da repetição avassaladoramente frequente de tal detecção.. Para que elas sejam suprimidas em detrimento da detecção ou acionamento de outras pista, ou seja, do emprego de uma estrutura linguística de uma nova língua, esse aprendiz de 50 anos terá que dispor de recursos cognitivos suficientemente hígidos para a execução de uma tarefa muito mais complexa, do ponto de vista cognitivo, do que a realizada por uma criança que ainda está desenvolvendo suas habilidades linguísticas básicas naquela que será sua primeira língua, ou língua dominante.. Estou usando “erosão linguística” como o equivalente em português de language attrition , que é a expressão usada em inglês para caracterizar a perda de habilidades linguísticas na L1 e até mesmo a alteração de elementos estruturais de uma língua nativa em função de situações de intenso contato linguístico.

A motivação para a feitura deste livro surgiu no curso “Articulação de orações na perspectiva funcionalista: implicações para o ensino de português”, ministrado em 2018-2, no Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.. Os textos são resultado do evento “Encontro com Luís Carlos Patraquim”, durante a III Mostra de Cinema Africano , na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2017; e do curso “Afeto, Literatura e Cinema: representações da História em obras literárias e filmes de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau”, ministrado pela organizadora da obra para o Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas, na Faculdade de Letras da UFRJ, também em 2017.. Os ensaios apresentam, analisam e comparam obras cinematográficas clássicas do cinema moçambicano, como A árvore dos antepassados e Virgem Margarida , de Licínio Azevedo; O búzio , de Sol de Carvalho; Ngwenya , o crocodilo, de Isabel Noronha, além da adaptação para o cinema do livro Terra sonâmbula , de Mia Couto, dirigida por Teresa Prata.. Este e-book se constitui de uma introdução e sete artigos provenientes de dissertações e teses que foram desenvolvidas no período de 2010 a 2016 no âmbito do grupo de pesquisa “Uso(s) de conectores e combinação hipotática de cláusulas”.. Este livro congrega os resultados das pesquisas desenvolvidas e algumas ainda em curso no âmbito do Projeto Uso(s) de conjunções e combinação hipotática de cláusulas que se vincula à linha de pesquisa Língua e sociedade: variação e mudança do Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.. O principal objetivo, com esse tipo de atividade, é acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos de Mestrado e de Doutorado, a fim de avaliar a qualidade das pesquisas que estão sendo feitas no âmbito das áreas de concentração e garantir o cumprimento dos prazos de defesa previstos no regulamento do Programa.. Carmén Tindó, destacada professora e pesquisadora das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, mestra de mais de uma geração de pensadores em português que estudam as letras africanas, entende os afetos “não como meros sentimentos ou emoções, mas como pulsões que atingem o âmago do corpo e do espírito humanos”.Neste livro, ensaios sobre as literaturas de angola e Moçambique se encontram com sensíveis entrevistas, em que Carmén deu a palavra a moçambicanos e angolanos fundamentais, como Mia Couto, Ondjaki, Luis Carlos Patraquim e vários outros.. Carmén Tindó, destacada professora e pesquisadora das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, mestra de mais de uma geração de pensadores em português que estudam as letras africanas, entende os afetos “não como meros sentimentos ou emoções, mas como pulsões que atingem o âmago do corpo e do espírito humanos”.Neste livro, ensaios sobre as literaturas de angola e Moçambique se encontram com sensíveis entrevistas, em que Carmén deu a palavra a moçambicanos e angolanos fundamentais, como Mia Couto, Ondjaki, Luis Carlos Patraquim e vários outros.. Produzidos ao longo de 20 anos de vida literária, esses escritos incluem célebres “polêmicas” com notáveis da época, além de depoimentos, de cunho pessoal, sobre as motivações de sua escrita literária, sobre as tentativas de sistematizar a própria obra e a produção literária brasileira.O resultado da pesquisa de Alcmeno revela um José de Alencar que, mais do que se esforçar por criar uma literatura de “cor local”, queria libertar a literatura brasileira das amarras dos moldes europeus.. Este e-book é composto de oito artigos elaborados como trabalho de conclusão do curso de pós-graduação “Leitura, referenciação e argumentação em gêneros textuais jornalísticos”, oferecido por mim, no primeiro semestre de 2012, na Faculdade de Letras da UFRJ.. Esse livro constitui um desdobramento de dois cursos de extensão voltados para alunos dos cursos de Letras e professores de Língua Portuguesa dos níveis fundamental e médio, com o objetivo de enfrentar o grande desafio que se impôs quando uma grande massa de brasileiros trouxe às escolas seus falares, suas gramáticas particulares, não só expondo uma diversidade lingüística que, no ambiente escolar e nos livros didáticos, se fingia não existir, mas também impondo uma mudança radical nas práticas descritivas e pedagógicas.

Nesta entrevista, Adriana Oliveira Bernardes e Angela Ferreira Portella falam sobre Educação a Distância, o valor da tutoria, a importância do estágio para a profissão docente, as atividades desenvolvidas nas escolas, a produção do livro e, claro, Astrobiologia.. Desenvolvimento de uma sequência didática investigativa apoiada pelo uso da tecnologia da informação e comunicação Educação a Distância e Vivências de Sala de AulaO uso das TIC no campo da educação tem sido apontado como ferramenta pedagógica.. Trata-se de uma SEI para o Ensino Médio, porém acreditamos que o conteúdo, devidamente adaptado, poderá ser utilizado igualmente no Ensino Fundamental.. O propósito foi criar uma ferramenta pedagógica que dê aos estudantes a oportunidade de ter contato com experimentos, artigos científicos e jogos digitais.. Por meio de áudio, convidando as crianças a prestar atenção em sua respiração, por alguns minutos, seriam inseridos na rotina escolar na área interna da escola, dentro das salas de aula.. Reflexões sobre a docência em Educação Infantil e as audiovisualidades no contexto da pandemia da covid-19 Educação a Distância, Educação Infantil e Formação de ProfessoresEste ensaio tem a pretensão de problematizar a docência em Educação Infantil, no contexto das produções audiovisuais, de modo a vislumbrar outras possibilidades para os gestos na/com a docência, em Educação Infantil, e suas práticas.. A infância no Ensino Fundamental: desafios em tempos de pandemia e ensino remoto Educação Infantil, Formação de Professores e Instituição EscolaEste artigo discute o direito à infância no cenário piauiense.. O texto apresenta resultados da pesquisa qualitativa que objetivou investigar a infância nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com base no trabalho docente de três professoras.. Os dados revelaram que a pandemia trouxe um cenário atípico para a educação, tornando-se ainda mais desafiador promover educação capaz de garantir o direito à infância.. Uma proposta de aula prática de Bioquímica para o Ensino Médio Biologia e BiociênciasNa atualidade, as aulas de Biologia têm sido realizadas por meio do ensino híbrido (aulas presenciais e virtuais).. Da eterna inconclusão do aprender a ser docente: algumas reflexões sobre o ensino de Matemática Matemática, Formação de Professores e Vivências de Sala de AulaO presente artigo tem como objetivo realizar breves reflexões acerca da formação docente como ato contínuo e infindável; para tal, iremos pensar a formação do professor de Matemática e sua prática no contexto do ensino.

Considero que, antes de tudo, devemos ter sempre em mente que a Psicolinguística entende a língua/gem como processo , que se ocupa dos processos mentais envolvidos na aquisição, na percepção, na compreensão e na produção da linguagem, que ocorrem no tempo, on line .. A Psicolinguística surge com a união da Psicologia e da Linguística, convergindo para compreender os processos que ocorrem na comunicação humana, no processamento e na aquisição da linguagem.. Acredito que essa junção seja essencial, pois nos permite considerar tanto questões mais estritamente relacionadas ao conhecimento linguístico, à gramática internalizada, quanto questões relativas à representação e à implementação desse conhecimento.. Atualmente, tendo em vista os grandes avanços relacionados à aquisição da linguagem, o processamento e a cognição, quais as contribuições da Psicolinguística na interface com a educação?. Quais dificuldades metodológicas um pesquisador da área da Psicolinguística pode encontrar no desenvolvimento de seus estudos?. Até mesmo disciplinas mais específicas de Psicolinguística não são muito comuns na grade curricular de muitos cursos, de modo que temos lacunas no percurso inicial de formação de pesquisadores na área, que podem afetar também o desenvolvimento de suas pesquisas em termos metodológicos.. Quais são os projetos do NEALP?. Tratando tanto do processamento adulto quanto da aquisição da linguagem, temos o projeto coordenado pela Mercedes Marcilese, Interfaces entre morfologia, sintaxe e conhecimento enciclopédico: aquisição, processamento e caracterização teórica do sentido não composicional , contando comigo e com Paula Armelin na equipe, além do projeto recém-concluído, coordenado por mim, Interfaces internas e externas na aquisição e no processamento adulto de L1 e L2: concordância e tópico/foco no PB , que agregou todas as pesquisadoras do NEALP e teve a parceria de pesquisadoras de outras IES.. Por que o interesse dos estudos pela aquisição da língua com crianças desde a fase de bebês?. Durante muito tempo, os estudos experimentais na área sofriam de limitações técnicas para a investigação de etapas anteriores a um ano de vida, dois e até mesmo três anos de vida.. Sabendo que uma criança, em sua fase de aprendizagem, compreende ações e reações através da convivência em sociedade, sendo assim, a partir das pesquisas feitas em sua área, como ocorre o processamento da uma língua por essa criança?. Sobre o projeto “A Prosódia no processamento adulto e na aquisição da linguagem”, você poderia destacar os resultados obtidos e explicar a sua importância na perspectiva da Psicolinguística?. Esse projeto investigou a identificação de elementos de categorias lexicais – especificamente, N e ADJ – na aquisição e no processamento adulto do PB, tendo como foco propriedades prosódicas dos enunciados de fala que poderiam ser usadas por bebês, crianças e adultos falantes nativos.. A Psicolinguística estuda os processos que ocorrem em nossa mente quando usamos uma língua – na compreensão e na produção de enunciados – e quando aprendemos uma língua – quando criança ou já adulto, uma ou mais línguas; como armazenamos na memória nosso conhecimento linguístico, como o recuperamos e usamos, considerando a situação, a modalidade (oral ou visuogestual, escrita) e os participantes, dentre outros aspectos.

Este simpósio se configura como um espaço de compartilhamento de resultados de pesquisas científicas em andamento ou concluídas sobre a formação continuada de professores de línguas, maternas ou estrangeiras, promovida em programas de pós-graduação stricto sensu, nas modalidades acadêmica e profissional.. O simpósio Texto e Ensino tem como objetivo geral propor uma discussão sobre como estudos do texto, situados no campo da Linguística Textual, podem contribuir para o ensino de língua portuguesa, principalmente em se tratando das práticas de escrita e leitura, numa abordagem sociocognitiva e interacional.. Este simpósio tem como objetivo geral apresentar e discutir propostas metodológicas/analíticas de pesquisas que têm como foco a metáfora.. Este simpósio propõe um espaço de interação entre estudos que empreendam análises de materialidades linguísticas e seus desdobramentos na constituição composicional dos textos, no nível das tipologias, das sequências, dos planos de texto e dos gêneros textuais, assim como trabalhos que se debruçam sobre a linguagem e os efeitos de sentido que permeiam os textos nas diferentes práticas sociais.. O objetivo deste simpósio é reunir pesquisadores de diferentes campos, como os da Linguística do Texto, da Análise do Discurso, da Literatura, da História, da Psicologia, da Filosofia, das Ciências Sociais e da Comunicação, em um diálogo de interfaces, para se pensar nas relações entre esses campos, como uma forma de compreender melhor os intrincados problemas do ato interativo de comunicação.. Nesse sentido, um grande número de pesquisas sobre o tema vem sendo promovidas no Brasil dialogando não apenas com esses campos, mas com outros das Ciências Humanas como a Educação e o Audiovisual, e da Linguística, como a Análise do Discurso, a Sociolinguística, a Semiótica, a Linguística de Corpus dentre outros.. OBJETIVOS GERAIS E FORMATO: Este simpósio tem por objetivo reunir pesquisadores que vêm produzindo pesquisas relacionadas à Tradução e Interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Língua Portuguesa em interlocução com outros campos das Ciências Humanas e da Linguística como a Linguística Aplicada, a Semiótica, o Audiovisual, a Análise do Discurso, a Sociolinguística, a Educação dentre outros.. Os trabalhos a serem expostos no simpósio deverão considerar os desafios interdisciplinares postos pela mudança semântica, bem como deverão refletir sobre a linguagem como elemento fundamental para a geração de significados.

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1. Fonologia e suas Interfaces
(Abralin)
2. Fonética - Live com Thaïs Cristófaro e Christina Abreu Gomes | Café Contexto
(Editora Contexto)
3. Estudos em Fonética no Brasil: um panorama histórico
(Abralin)
4. Aquisição Fonético-Fonológica de L2
(Gefono)
5. Webinário PROFLETRAS 2020 #1 | Mesa de Fonologia, Variação e Ensino |
(PROFLETRAS NACIONAL)
6. Projeto 11 - Lenguas en contacto: Español / Portugués / Lenguas Ameríndias
(ALFAL )

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Author: Fredrick Kertzmann

Last Updated: 08/01/2022

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